ENTRE ENTRE A CRUZ E A ESPADA

 

A origem deste dito foi na comunidade judaica em meio às perseguições que se intensificaram no período da “inquisição”. A igreja da época perseguiu veementemente os judeus a fim de convertê-los à sua religião. Aos judeus eram dadas duas opções: Aceitarem a cruz (cristianismo) através da conversão ou morreriam pela espada. O judeu estava ao meio, entre a cruz e a espada, o que restava era senão a ocultar-se como solução, ante a conversão forçada.

Os judeus têm os seus motivos para crer que o messias ainda está por vir, e estes motivos estão baseados na Bíblia, e as profecias que mostram a verdadeira função do messias para o mundo; o que não aconteceu com a vinda do “messias cristão”. A Paz universal foi o que veementemente foi profetizado para a era messiânica, e que aguardamos que aconteça em tempo próximo.

Em contra partida, a igreja, imbuída de ira matou muitos judeus por professarem a fé no Deus Único e por preservarem a fé dos patriarcas. Ante as perseguições do “Tribunal do santo oficio”, muitos judeus preferiram exilar-se em outras terras onde oferecesse menos risco de morte e assim pudessem praticar a religião ancestral.

Com o descobrimento do Brasil, os judeus viram como salvação refugiar-se para estas terras prósperas, e com liberdade para viverem a vida religiosa longe dos tribunais da inquisição, consideravam aqui como a terra prometida.

A história que as escolas não contam, é que o Brasil foi povoado em sua maioria por judeus que se refugiaram da perseguição Portuguesa, do rei Dom João Manuel.

Quando os professores ensinam que o Brasil foi povoado por pessoas “degradadas”, não fazem idéia que essas pessoas estavam lutando para fugir da morte, rejeitados e marginalizados por pertencerem à religião judaica foram expulsos de Portugal por intolerância religiosa. Os judeus não aderiram à religião estatal, continuando na prática do judaísmo e foram marginalizados de seu direito como cidadão; portanto surgindo assim a acusação de degradado (rebaixado). A estes judeus foi dado o apelido de “marranos”, que significa: “porcos”; bastava praticar o judaísmo para ser denominado desta forma pejorativa.

Segundo historiadores o Brasil tem em média setenta por cento (30%) de sua população que descende de judeus. O mais notável é que em sua maioria desconhece que tem origem e sangue judaico. Os pais ocultavam de seus filhos a judaicidade, para não serem descoberto quanto a sua fé, por medo do “santo ofício”.

A diáspora judaica aconteceu com a destruição do primeiro templo em 538 AEC. A segunda diáspora aconteceu no ano setenta (70) desta era. Milhões de judeus morreram durante e após o cerco de Jerusalém. Os que conseguiram escapar fugiram para a região de Sefarad na Espanha. Em 1492 os reis Fernando e Izabel expulsaram os judeus e tomaram todos os seus bens, e estes foram buscar refugio em Portugal. Homens, mulheres, crianças e idosos, caminharam a pé em busca de paz, e muitos morreram a caminho de Portugal. Durante alguns anos gozaram de liberdade o que não durou muito. Em 1498 o rei dom João Manuel, vendo que os judeus não se submetiam a sua religião os expulsou de suas terras. O Brasil descoberto no ano de 1500 trouxe esperança a este povo que sofria com resignação para preservar a fé e, aqui veio habitar. A vinda para o Brasil foi durante anos pacifica, mas posteriormente o tribunal do “santo ofício” foi aqui instalado, muitos judeus foram condenados à morte, a queimar nas fogueiras, torturas e as masmorras em Portugal. Antônio José da Silva, o judeu, foi morto por professar a fé judaica entre muitos milhares, reféns da inquisição.

Como Identificar os judeus filhos dos forçados no Brasil. Os judeus descendentes estão em religiões diversas e por motivo de desconhecimento praticam a fé atual, influenciados pela fé adotada à força. Há provas circunstanciais, que são os sobrenomes adotados pelos judeus, de origem Espanhola e Portuguesa, e os costumes de família. Esta tem sido a forma de identificar estas famílias, no propósito de retorná-los a lei de Deus dada aos nossos ancestrais.

Lista com alguns nomes de origem judaica: Oliveira, Pereira, Gonçalves, Ferreira, Rosa, Ribeiro, Gusmão, Carvalho, Martins, Menezes, Mesquita, Sá, Silva, Ramos, Galvão, Gomes, Leite, Rodrigues, Amaral, Alves, Cunha, Cardoso, Santos, Ferreira, Barbosa, Jesus, Moraes e muitos outros que poderão pesquisar se solicitado.

Alguns costumes de família: trocar de roupa e banhar-se após vir de um sepultamento, jogar três punhados de terra sobre o caixão, não sentar num lugar que outro acabara de se levantar, zelo pelo pão, ter o sábado como um dia santificado, cobrir os santos na quaresma, não apontar para as estrelas, resguardo da mulher de 40 dias e muitos outros.

É necessário re-estudar e conhecer a fé ancestral e o motivo pelo quais nossos pais não adotaram a fé cristã. Porque muito descendente de judeu encontra-se em outras religiões? Porque foram criados sem conhecer a sua verdadeira raiz, com o desconhecimento dos textos Bíblicos: Deuteronômio 29: v.9-15, v.25-28.

 

A COMUNIDADE SHAVEI TORÁ é um movimento no Brasil que busca a reintegração dos judeus na diáspora (forçados), com a proposta de erguer comunidades comprometidas com a Torá (instrução) dada por Deus a Moisés.